Documentação do diagnóstico

O que o Network Health Check executa, por que rodar na rede do cliente é seguro e o detalhe de cada validação.

Como o diagnóstico funciona

A interface é apenas o painel. Todos os testes são executados por um agente local que roda na máquina dentro da rede do cliente, em 127.0.0.1. É isso que garante que o resultado reflita a conectividade real daquele site — e não a do nosso servidor.

Ao informar o destino e clicar em rodar, as etapas executam em sequência e cada resultado aparece assim que termina. No fim, o painel consolida um relatório com achados classificados em crítico, atenção e ok, e o check é gravado no histórico do time de redes com todas as seções separadas.

Origem dos testes: rede do cliente
Sem instalação de serviço
Execução sob demanda
Por que é seguro
  • Escuta só no loopback. O agente sobe em 127.0.0.1 e não abre porta para a rede, a não ser que o operador escolha explicitamente.
  • Código do agente por execução. Cada inicialização gera um token aleatório. Todo endpoint (exceto o status) exige o header com esse token, então nenhum site aberto no navegador consegue disparar uma varredura.
  • Origens autorizadas. O CORS libera apenas os domínios oficiais da ferramenta, e o agente valida o header Host para bloquear DNS rebinding.
  • Nada de encerrar processos alheios. O agente grava seu PID em um arquivo de lock; a limpeza de porta só encerra um processo se ele for comprovadamente um agente Pix Force anterior. Se a porta pertencer a outro programa, o agente escolhe a próxima porta livre.
  • Leitura, não alteração. Os testes consultam, resolvem, conectam e leem metadados. Nada é gravado ou reconfigurado em câmeras, NVR, VMS ou roteador.
  • Credenciais não saem da máquina. Usuário e senha de ONVIF/RTSP são usados pelo agente local para autenticar e não são persistidos no relatório.
Validações de conectividade e link

Resolução DNS

O que roda:
Resolve o IP ou domínio informado, mede o tempo de resposta e tenta o DNS reverso.
Por que validamos:
Confirma que o destino de ingestão é resolvido pelo DNS que a rede do cliente realmente usa.
O que aponta problema:
Nome não resolve, resolve para IP privado inesperado, ou resolução acima de 500 ms (DNS interno lento).

Ping / latência

O que roda:
Envia uma série de pacotes ICMP e calcula mínima, média, máxima e perda.
Por que validamos:
Latência e perda são a base de qualquer avaliação de streaming: perda mínima já destrói a fluidez de vídeo.
O que aponta problema:
Perda acima de 1%, latência média alta ou ICMP bloqueado (nesse caso o teste segue pelas portas TCP).

Jitter

O que roda:
Calcula a variação entre as amostras consecutivas de latência.
Por que validamos:
Vídeo em tempo real tolera latência estável, mas não variação. Jitter alto gera travamentos e frames perdidos.
O que aponta problema:
Variação relevante entre amostras, típica de Wi-Fi, link saturado ou QoS ausente.

Traceroute / rota

O que roda:
Mapeia os saltos até o destino e conta as camadas de NAT no caminho.
Por que validamos:
Mostra onde a latência aparece e se existe duplo NAT entre a câmera e a nuvem.
O que aponta problema:
Saltos com latência desproporcional, rota assimétrica ou mais de uma camada de NAT.

Portas TCP

O que roda:
Tenta abrir conexão nas portas informadas (padrões de RTSP, RTMP, HTTPS, ONVIF e portas de VMS).
Por que validamos:
É a validação definitiva de firewall: o que precisa sair da rede do cliente sai?
O que aponta problema:
Porta de ingestão fechada ou filtrada, ou porta sensível aberta para fora sem necessidade.

Portas UDP

O que roda:
Testa portas UDP relevantes (RTP, ONVIF discovery, NTP).
Por que validamos:
Transporte UDP costuma ser bloqueado silenciosamente e derruba RTSP em modo UDP.
O que aponta problema:
Sem resposta em portas necessárias, indicando bloqueio ou necessidade de forçar RTSP sobre TCP.

Path MTU

O que roda:
Descobre o maior pacote que atravessa o caminho sem fragmentação.
Por que validamos:
MTU reduzido (PPPoE, VPN, túneis) causa travamentos que parecem falha da câmera.
O que aponta problema:
MTU abaixo de 1500, especialmente abaixo de 1400 — exige ajuste de MSS/MTU.

IP público, CGNAT e duplo NAT

O que roda:
Identifica o IP público de saída, o provedor e compara com o IP do roteador local.
Por que validamos:
Em CGNAT não existe porta publicável: a arquitetura precisa ser push (RTMP) em vez de pull (RTSP).
O que aponta problema:
CGNAT detectado, duplo NAT ou IP público variável.

NTP / horário

O que roda:
Compara o relógio da máquina com servidores de tempo e calcula o desvio.
Por que validamos:
Relógio errado quebra TLS, assinatura de requisições, ONVIF e o horário gravado nas imagens.
O que aponta problema:
Desvio relevante em relação ao NTP ou porta 123/UDP bloqueada.

Cloud readiness

O que roda:
Consolida portas, NAT, MTU, DNS e horário em um veredito de prontidão para a ingestão na nuvem.
Por que validamos:
Traduz os dados técnicos em uma resposta objetiva: pode instalar, instala com ajuste, ou não instala ainda.
O que aponta problema:
Qualquer bloqueio que impeça o fluxo de vídeo sair da rede do cliente.
Validações de infraestrutura local

Varredura da rede local (opcional)

O que roda:
Quando o toggle de descoberta automática está ligado, percorre a sub-rede do agente e classifica cada host como câmera IP, NVR/DVR, VMS ou outro.
Por que validamos:
Levanta o inventário real do site sem depender de planilha ou informação do cliente.
O que aponta problema:
Equipamentos fora da faixa esperada, dispositivos desconhecidos ou nenhuma câmera encontrada.

Tabela ARP e duplicidades

O que roda:
Lê a tabela ARP e aponta IPs ou MACs duplicados.
Por que validamos:
IP duplicado é uma das causas mais comuns de câmera que cai de forma intermitente.
O que aponta problema:
Mesmo IP em dois MACs (ou vice-versa).

Consistência de sub-rede

O que roda:
Compara o CIDR do adaptador com os dispositivos encontrados.
Por que validamos:
Câmera configurada fora da faixa só funciona por acidente e falha ao atravessar o roteador.
O que aponta problema:
Dispositivos fora da sub-rede ou máscara divergente.

Inspeção de VMS / NVR

O que roda:
Quando o IP é informado, testa as portas do equipamento, lê banners e estima o fabricante.
Por que validamos:
Confirma se o VMS realmente expõe o serviço que vamos consumir e em qual porta.
O que aponta problema:
Portas fechadas, fabricante divergente do informado ou serviço ausente.

Portas por fabricante

O que roda:
Aplica o conjunto de portas típicas do fabricante identificado (ONVIF, HTTP, RTSP, portas proprietárias).
Por que validamos:
Evita concluir que 'está tudo fechado' quando o teste usou a porta errada para aquela marca.
O que aponta problema:
Nenhuma porta característica aberta.
Validações de stream, multi stream e banda

Disponibilidade RTSP / RTMP

O que roda:
Abre a URL informada e confirma se existe stream respondendo. Os dois campos aceitam RTSP e RTMP.
Por que validamos:
Separa problema de rede de problema de credencial, caminho ou perfil da câmera.
O que aponta problema:
Timeout, 401 de autenticação, caminho inválido ou transporte recusado.

Normalização da URL

O que roda:
Remove espaços, quebras de linha e caracteres invisíveis colados junto da URL antes de testar.
Por que validamos:
É o erro mais frequente do campo: um espaço a mais no copiar e colar quebra a ingestão inteira.
O que aponta problema:
URL com caractere invisível, credencial não codificada ou porta ausente.

Codec, resolução, FPS e bitrate

O que roda:
Extrai via ffprobe o codec (H.264/H.265), resolução, FPS, bitrate, GOP e presença de áudio.
Por que validamos:
Confirma que o stream entregue é o que foi dimensionado na calculadora.
O que aponta problema:
Bitrate acima do previsto, FPS instável, GOP longo ou resolução diferente da configurada.

Comparação câmera × VMS/cliente

O que roda:
Compara parâmetro a parâmetro o que a câmera entrega e o que o VMS/NVR repassa ou o cliente publica.
Por que validamos:
Mostra quando o VMS reencoda, reduz FPS ou muda o codec no meio do caminho.
O que aponta problema:
Qualquer divergência de codec, resolução, FPS ou bitrate entre origem e repasse.

Multi stream simultâneo

O que roda:
Abre de 1 a 16 capturas em paralelo (as URLs informadas, repetidas até o número de sessões) e registra, por sessão, tempo de conexão, codec, FPS e bitrate.
Por que validamos:
Muitas câmeras e NVRs limitam sessões simultâneas. O problema só aparece quando VMS, gravação e IA consomem juntos.
O que aponta problema:
Sessões que não abrem, queda de FPS ou bitrate acima de 15% frente à sessão isolada, ou tempo de conexão dobrando sob carga.

Gargalo de banda (limite do enlace)

O que roda:
Mede latência e perda em repouso e novamente durante a carga do multi stream, soma a banda agregada e compara com a demanda estimada informada.
Por que validamos:
Latência que cresce sob carga é a assinatura clássica de link saturado e bufferbloat — e é o que degrada o vídeo em horário de pico.
O que aponta problema:
Aumento de latência a partir de 30 ms sob carga, perda maior do que em repouso, ou banda agregada abaixo da demanda estimada.

Transporte, multicast e autenticação

O que roda:
Verifica se o stream sobe em TCP ou UDP, se há multicast configurado e qual esquema de autenticação a câmera exige.
Por que validamos:
Multicast e UDP raramente atravessam a infraestrutura do cliente até a nuvem.
O que aponta problema:
Stream apenas em multicast, UDP obrigatório ou autenticação incompatível.
Validações ONVIF / CFTV

Descoberta ONVIF (WS-Discovery)

O que roda:
Envia probe multicast na rede local e lista os dispositivos ONVIF que respondem.
Por que validamos:
Encontra câmeras que nem constam no inventário do cliente.
O que aponta problema:
Nenhuma resposta (multicast bloqueado) ou dispositivo respondendo em faixa inesperada.

Identidade do dispositivo

O que roda:
Lê fabricante, modelo, firmware, serial e hardware via ONVIF.
Por que validamos:
Define o conjunto correto de portas e as limitações conhecidas do modelo.
O que aponta problema:
Firmware antigo, modelo fora de homologação ou identidade divergente do informado.

Perfis e URLs de mídia

O que roda:
Lista os perfis de mídia e as URIs de stream que a câmera declara.
Por que validamos:
Permite escolher o substream adequado para a IA em vez de consumir o stream principal.
O que aponta problema:
Perfil único em resolução alta, ausência de substream ou URI inconsistente.

Horário e TLS do dispositivo

O que roda:
Compara o horário reportado pela câmera e verifica suporte a HTTPS/TLS.
Por que validamos:
Câmera com horário errado gera falha de autenticação e de assinatura temporal.
O que aponta problema:
Desvio de horário relevante ou ausência de TLS onde é exigido.
Como interpretar o relatório

Crítico — impede ou vai impedir a operação. Precisa de ação antes da instalação (porta fechada, CGNAT sem plano de push, sessões simultâneas insuficientes, enlace saturado).

Atenção — funciona hoje, mas com risco: MTU reduzido, jitter, GOP longo, queda de FPS sob carga, divergência entre câmera e VMS.

OK — validado e dentro do esperado. Serve como evidência documentada do estado da rede no momento do check.